Quando eu era adolescente meu maior desejo era completar
logo meus 18 anos. O número 18 representava para mim independência, carteira de
motorista e a vida no caminho certo. Bem, não foi exatamente assim que as
coisas aconteceram. O que ele trouxe, na verdade, foram muitas
responsabilidades, cobrança de todos à minha volta e da própria sociedade por
mais maturidade, cobrança por escolhas importantes e certas. A vida adulta não
era para mim tão mágica como eu havia imaginado.
Os 18 passaram tão rápido que eu mal consegui ver eles
passando. Os 20 chegaram rápido e se foram mais rápido ainda! As escolhas que
fiz, elas nem sempre foram as certas e precisei de um bom tempo para colocar a
vida naquele “caminho certo”. O que ainda não decidi é se eu quero ser uma
menina com um pouco mais de 25 ou uma mulher de quase 30.
Eu nunca consegui desapegar de algumas coisas de menina que
faziam parte de mim. Hoje sou mulher, adulta, construindo uma maturidade de
mulher, mas eu ainda adoro colorir o canto da folha do caderno e adoro vestir
um vestido rodado com flores e tiara no cabelo. Me sinto bonita usando uma
camisola de renda, mas me sinto confortável e acolhida usando meu pijama do
Snoop. Fico elegante de salto alto, mas posso dançar e andar no meio fio usando
tênis. Eu amo ver desenho e não gosto de noticiário. Quando eu sofro por amor
exijo de mim mesma mais maturidade para encarar a situação, ficar por cima.
Quando me apaixono, pareço uma boba que escuta a mesma música cinquenta vezes
no dia.
Eu tenho medo dos 30 anos. Tenho medo de me perder nessa
nova fase e não saber voltar. Eu sei que na vida há tempo para tudo, que as
diversas fases são necessárias para o nosso crescimento como pessoa, mas eu não
quero abandonar a menina em mim. O que posso fazer?
Acho que a resposta para essa pergunta eu não vou ter tão
cedo, então vou passando os meus dias entre a mulher e a menina, até que
cheguem os 30 e eu me encontre.
By Anônima

Amei!💜
ResponderExcluirSimplesmente, amei ♥
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