Um Conto da Minha Adolescência - 1

(PRIMEIRA PARTE)


Na oitava série eu era perdidamente apaixonada por um garoto que morava na rua de trás da minha casa. Ele estudava na mesma escola que eu. Era lindoooo! Tinha olhos claros, cabelo loiro, era judoca, tinha as  bochechas rosadas, era caladão e aparentava muita maturidade para a nossa idade. Um príncipe!

Um belo dia, minhas amigas e eu combinamos de compartilhar um super lanche na hora do intervalo, e compartilhar também um segredo sobre nós que ninguém sabia. Isso deveria servir para nos unir ainda mais. Eu, cautelosa como sempre, deixei todas falarem primeiro. Tive meu coração partido por isso. Uma das minhas amigas revelou que era apaixonada pelo mesmo garoto que eu. Eu até engasguei, afinal era esse o segredo que eu ia contar. Foi um choque pra mim (risos).

Bem, essa menina tinha vários pontos à minha frente com o tal príncipe. Ela não tropeçava nos próprios pés quando passava na frente dele como eu tragicamente fazia toda vez, ela falava muito melhor que eu e o mais importante (na minha cabeça)... ela já tinha namorado antes, enquanto eu nunca havia sequer segurando a mão de um garoto. Além de todos esses pontos aí, eu também não queria magoar minha amiga. Depois desse dia, ela vivia suspirando de amores por ele, e vinha me contar sobre quando conversavam, sobre como ele tinha sido cavalheiro com ela e tudo mais. Eu sorria, mas por dentro eu sentia uma faca transpassando meu coração (DRAMÁTICA)

Essa amiga era muito companheira e tinha um coração gigante. Eu seria muito má se deixasse ela perceber que eu também gostava do príncipe. Resultado disso? Acabei fazendo o papel de cupido para ela. Eu dava ideias para conquistar o coração do menino que havia roubado o meu coração, como se eu soubesse fazer isso... rsrsrs. Eu ouvia todas as músicas que ela dedicava para ele na rádio da escola, eu ajudava a colorir as cartas que ela mandava e até cheguei a passar perfume nos papéis de carta para ela. Nossa, que sofrimento! Uma verdadeira tragédia romântica adolescente.

Quer saber como terminou essa história? Continue acompanhando aqui! Eu irei postar a parte 2 desse texto, senão vai ficar imenso e você vai ter preguiça de ler só de olhar o tamanho.

Beijinho <3

A história de um amor que aconteceu na “história errada”


Houve uma certa vez, em que dois jovens se conheceram por acaso. Trocaram algumas palavras, descobriram algumas coisas em comum e daí surgiu uma linda amizade. O vínculo criado entre eles era tão forte e tão bonito ao mesmo tempo, que as pessoas em volta deles se admiravam daquela amizade. Ela era uma manteiga derretida metida à séria e ele era um bobo daqueles que fazem qualquer coisa por um sorriso.

Eles dividiam a vida um com o outro. Angústias, lágrimas, risadas (as melhores de todas). Pouco a pouco esse sentimento foi se transformando em algo mais, o que era inevitável e previsível para todos, exceto para eles. Ela não tinha nenhuma intenção de se deixar apaixonar e ele não tinha medo de dizer o que sentia. Combinação nada perfeita.

Ele era simplesmente a melhor companhia. Com certeza ela o apresentaria para sua melhor amiga, se tivesse alguma solteira. Todos os seus atributos o faziam ser quase perfeito. Quase... se não fosse apenas um detalhe: ele era o cara certo na hora errada!

 Ela era jovem, alegre, forte e achava que era experiente em quase todos os assuntos, inclusive nos assuntos do coração. O que ela não contava é que o cara certo apareceria assim, sem avisar, na hora que ela se encontrava mais confusa em relação à sua própria vida, ao seu coração.

Pouco a pouco essa relação de amor e amizade tão linda  foi se tornando algo muito doloroso. Ela não podia corresponder às expectativas dele por inúmeros motivos pessoais, e ele sofria. Mesmo sofrendo ele não a abandonou em nenhum instante. Aquele ombro amigo de todas as horas.

Num triste dia, sentindo-se culpada por fazer seu companheiro de tantas risadas sofrer desta forma, ela decidiu se afastar dele para assim evitar fazê-lo sofrer mais. Disse a ele: “Vai curtir sua vida!”, “Vá se divertir!”, “Viva!”, “não espere por mim!”. E ele foi.

O que ela não imaginava é que no momento em que ele saísse, ela sentiria seu coração se despedaçando em milhões de pedacinhos. Enfim ela percebeu que também o amava. Ela foi covarde, não teve coragem de arriscar mais uma vez e viver essa história.

A verdade é que ela não estava pronta. Ela estava coberta de um medo paralisante de que um possível relacionamento amoroso entre os dois desse errado, e a fizesse perder aquela única pessoa que conseguia fazer ela se sentir tão segura. Ela tinha medo de sofrer como nas suas outras experiências amorosas ou de talvez fazer ele sofrer, o que para ela seria muito pior. Egoísmo da parte dela? Talvez sim.

Não era fácil para ele ficar longe daquela que era motivo dos melhores pensamentos dos seus dias. Não era nada fácil para ela não ter mais por perto aquele bobo, que fazia a toda hora o mesmo comentário sobre o sorriso dela.

Um amor lindo que foi impedido de crescer. Uma amizade verdadeira que obrigada a se esconder.

Nunca houve um dia sequer que eles não pensassem em onde e como o outro estava. Não houve um dia em que as lembranças de todos os momentos que passaram juntos não gerassem saudade no coração deles. Quão injusta foi a vida, não?!

Eles também acham.

Bem vindos!

Sou jovem, gosto de livros, música, doces, amigos e banho de chuva.
Sou apaixonada por duas pessoinhas que arrebataram meu coração desde a primeira vez que ouvi seus corações. 
A vida é minha principal inspiração. 
Acredito em Deus e na realização de sonhos que dizem ser impossíveis. 
Quero ajudar a mudar o mundo e sei que a mudança começa em mim. 
Não sei exatamente o que quero ser ou onde quero chegar, mas sei que quero ser feliz e sorrir mais do que chorar.
Sou forte para apoiar os outros, sou fraca para lutar contra meus medos e sou determinada para enfrentar minhas limitações. 
Eu sou anônima, como a maioria das mulheres que estão por aí, lutando pelo que acreditam. Que nem sempre são vistas, mas que são protagonistas de uma história de muito sucesso.


Fique à vontade para embarcar comigo nas minhas loucuras e aventuras aqui neste blog. Se gostar de algum texto, por favor, me diga.


Um beijinho

Menina com um pouco mais de 25 ou mulher com quase 30?

Quando eu era adolescente meu maior desejo era completar logo meus 18 anos. O número 18 representava para mim independência, carteira de motorista e a vida no caminho certo. Bem, não foi exatamente assim que as coisas aconteceram. O que ele trouxe, na verdade, foram muitas responsabilidades, cobrança de todos à minha volta e da própria sociedade por mais maturidade, cobrança por escolhas importantes e certas. A vida adulta não era para mim tão mágica como eu havia imaginado.
Os 18 passaram tão rápido que eu mal consegui ver eles passando. Os 20 chegaram rápido e se foram mais rápido ainda! As escolhas que fiz, elas nem sempre foram as certas e precisei de um bom tempo para colocar a vida naquele “caminho certo”. O que ainda não decidi é se eu quero ser uma menina com um pouco mais de 25 ou uma mulher de quase 30.
Eu nunca consegui desapegar de algumas coisas de menina que faziam parte de mim. Hoje sou mulher, adulta, construindo uma maturidade de mulher, mas eu ainda adoro colorir o canto da folha do caderno e adoro vestir um vestido rodado com flores e tiara no cabelo. Me sinto bonita usando uma camisola de renda, mas me sinto confortável e acolhida usando meu pijama do Snoop. Fico elegante de salto alto, mas posso dançar e andar no meio fio usando tênis. Eu amo ver desenho e não gosto de noticiário. Quando eu sofro por amor exijo de mim mesma mais maturidade para encarar a situação, ficar por cima. Quando me apaixono, pareço uma boba que escuta a mesma música cinquenta vezes no dia.
Eu tenho medo dos 30 anos. Tenho medo de me perder nessa nova fase e não saber voltar. Eu sei que na vida há tempo para tudo, que as diversas fases são necessárias para o nosso crescimento como pessoa, mas eu não quero abandonar a menina em mim. O que posso fazer?
Acho que a resposta para essa pergunta eu não vou ter tão cedo, então vou passando os meus dias entre a mulher e a menina, até que cheguem os 30 e eu me encontre.

By Anônima
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